A Mattel Inc. anunciou o lançamento de uma nova Barbie inspirada no Transtorno do Espectro Autista (TEA), ampliando sua linha de produtos voltados à diversidade e à inclusão. A boneca passa a integrar a coleção Barbie Fashionistas, que já conta com modelos que representam pessoas com síndrome de Down, vitiligo, deficiência visual, uso de aparelhos auditivos, próteses, diabetes tipo 1, além de diferentes corpos, tons de pele e texturas de cabelo.
Desenvolvida ao longo de mais de 18 meses, a nova Barbie foi criada em parceria com a Autistic Self Advocacy Network, organização sem fins lucrativos formada por autodefensores autistas. Segundo a Mattel, o objetivo foi retratar de forma respeitosa algumas das maneiras como pessoas no espectro autista percebem, processam e interagem com o mundo ao seu redor, reforçando a importância da representatividade também no universo dos brinquedos.
Entre as principais características do modelo estão cotovelos e pulsos articulados, o que permite à boneca realizar movimentos repetitivos, como bater palmas ou mexer as mãos — gestos conhecidos como stimming, utilizados por parte da comunidade autista para lidar com estímulos sensoriais ou expressar emoções. Os olhos levemente deslocados para o lado também simbolizam a forma como algumas pessoas no espectro evitam o contato visual direto.
A Barbie vem acompanhada ainda de acessórios ligados à vivência sensorial, como um brinquedo antiestresse, fones de ouvido com cancelamento de ruído e um tablet. Além do lançamento comercial, a Mattel informou que irá doar ao menos mil unidades da boneca para hospitais infantis dos Estados Unidos que prestam atendimento especializado a crianças com autismo.
Para o secretário de Inclusão, João Mendes de Jesus, a iniciativa representa um avanço significativo: “Esse lançamento é um passo importante para que nossas crianças se vejam representadas desde cedo nos espaços de brincar e de imaginar. A Barbie com características do espectro autista não é apenas um brinquedo, é uma mensagem poderosa de respeito, empatia e valorização da diversidade, que dialoga diretamente com o trabalho que desenvolvemos para fortalecer políticas públicas de inclusão e garantir que cada pessoa seja reconhecida em sua singularidade.”














