Nutrição e Seletividade Alimentar no TEA é tema de encontro no auditório da Prefeitura

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Publicado em 08/09/2026 - 12:45  |  Atualizado

A palestra abordou estratégias sensoriais e defendeu o direito ao lanche adaptado na rede municipal.

Com o propósito de acolher famílias, capacitar profissionais e promover a saúde nutricional e o bem-estar de pessoas no espectro autista, a Prefeitura do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria Especial de Inclusão (Sinc-Rio), realizou hoje, das 14h30 às 16h30, a capacitação “Nutrição no Autismo II: Seletividade Alimentar no TEA”.

O evento foi realizado no Auditório do Centro Administrativo São Sebastião (CASS), sede da Prefeitura do Rio de Janeiro, e foi ministrado pela nutricionista Eliane Campos.

A iniciativa teve finalidade de desmistificar a recusa alimentar na neurodivergência, a oferecer ferramentas práticas e humanizadas, baseadas no processamento sensorial e na progressão respeitosa.

A seletividade alimentar em pessoas autistas vai muito além de uma simples preferência ou resistência momentânea. Trata-se de um desafio frequente diretamente ligado ao processamento sensorial (como texturas, cheiros, temperaturas e aparências), a aspectos orais e à necessidade de previsibilidade e rotina.

Durante a reunião, a nutricionista Eliane Campos detalhou os diferentes níveis dessa condição — leve, moderada e severa — e ensinou como romper o ciclo da recusa alimentar sem o uso de pressões ou punições.

Entre as estratégias em destaque apresentadas pela especialista, inclui-se a “Escalada do Comer”, uma metodologia progressiva dividida em seis etapas (Tolerar, Interagir, Cheirar, Tocar, Provar e Comer), que permite à pessoa autista se aproximar dos alimentos no seu próprio tempo e de forma acolhedora. Também serão apresentadas práticas como o uso de “pontes alimentares” e estimulações lúdicas visuais para ampliar a aceitação nutricional.

“A alimentação é um direito básico, mas para a pessoa autista, o momento da refeição pode representar um desafio sensorial imenso. Ouvir especialistas como a nutricionista Eliane Campos é fundamental para compreendermos a seletividade como algo a ser entendido e respeitado. O compromisso da Secretaria de Inclusão é dar suporte técnico e humanizado, a garantir acolhimento, respeito e dignidade às pessoas neurodivergentes” — afirma o secretário de Inclusão João Mendes de Jesus.

Direito Garantido nas Escolas — A Prefeitura do Rio de Janeiro permite oficialmente que alunos autistas levem lanches de casa para a escola. Como se trata de um avanço nas políticas de inclusão e respeito à neurodiversidade, o encontro acontecido no CASS reforçou que o município do Rio de Janeiro tenha um protocolo oficial que garanta aos estudantes autistas e neurodivergentes o direito de levar de casa o seu próprio lanche para a rede escolar municipal.

A medida visa assegurar a permanência do “alimento seguro” no cotidiano da criança ou adolescente e assim evitar crises, a garantir o conforto sensorial e a respeitar o tempo individual de cada estudante em seu processo de adaptação e aprendizagem.

MISSÃO
Contribuir na promoção de ações que viabilizem oportunidades para a criação de ambiências e vivências de respeito às diferenças e acesso a serviços e recursos para a população carioca.

VISÃO
Ser referência na implementação e ordenamento de políticas inclusivas, contribuindo para a disseminação de práticas anticapacitistas e de respeito à diversidade.

VALORES
Inclusão, Proteção, Cidadania, Transversalidade, Intersetorialidade, Territorialização, Respeito, Equidade, Anticapacitismo, Diversidade e Participação Social.

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